Criador do Facebook traça planos ambiciosos para o site.
Cadastrado em: 17/09/2009 09:22:21
Mark Zuckerberg, que criou um software para música na 6ª série, hoje é dono do Facebook.
Segundo este executivo de apenas 25anos, que tem um rosto de criança, a meta do Facebook é "proporcionar às pessoas poder de compartilhamento, a fim de tornar o mundo mais aberto e conectado".
Mark Zuckerberg disse: O Google teve a temeridade de alegar que um dia "organizará todas as informações do mundo e as tornará universalmente acessíveis". Zuckerberg dá a impressão de ter descoberto uma maneira melhor de fazer isso, tendo como cerne pessoas em vez de algoritmos.
Afinal, Zuckerberg criou o site de rede social apenas cinco anos atrás no seu quarto no dormitório da Universidade Harvard. Até 2006, apenas estudantes de segundo grau e universitários podiam ingressar na rede. O Facebook, que permite que as pessoas acompanhem o que os seus amigos dizem e fazem, não era sequer a maior rede do gênero. O MySpace tinha um maior número de acesso de úsuarios.
Um ano de crescimento rápido durante o qual superou o MySpace e entrou para a lista dos websites mais visitados do mundo - ele atualmente registra mais visitas diárias do que o Yahoo -, o Facebook atingiu um ponto crítico. O fato formidável para Zuckerberg é que a sua criação está evoluindo de algo no qual adolescentes passavam horas ociosas para uma das plataformas dominantes da Internet.
"Agora sentimos que o Facebook é algo bastante universal", diz Zuckerberg, sentado em um sofá nos novos escritórios da sua companhia em Palo Alto, na Califórnia. Eles explica que o Facebook não é mais apenas uma forma de os jovens desperdiçarem seu tempo, mas sim uma valiosa ferramenta de comunicação para todo mundo, desde avós na Escócia até pequenos empresários na Eslovênia. "No decorrer do tempo nós podemos continuar crescendo e atingir quase todo mundo".
Porém, esta vasta ambição tem pela frente desafios enormes. O Facebook esperar obter uma receita de cerca de US$ 500 milhões (305 milhões de libras esterlinas, € 357 milhões) neste ano, mas gastará mais do que isso para firmar a sua presença global.
Como a maior rede social do ciberespaço, o Facebook conta com uma enormidade de dados pessoais a respeito dos seus cerca de 225 milhões de usuários ativos e com um panorama único das conexões sociais que permite grande parte das comunicações e interações na Web.
Além disso, à medida que o Facebook procura estender o seu alcance pela Web, parece que formas inesperadas de interação online ainda podem emergir quase que da noite para o dia. A ascensão súbita do Twitter, o serviço de micro-blog, demonstra que os usuários da Internet ainda estão dispostos a mudar de hábitos com velocidade surpreendente.
Zuckerberg reconhece que o Twitter pegou o Facebook desprevenido, embora ele minimize a significância disso. "Quando o Twitter começava a passar pela sua primeira fase de grande crescimento, eu percebi que havia algumas coisas que eles estavam fazendo muito bem, e que faria sentido que os usuários desejassem fazer tais coisas no Facebook", diz ele. "Mas, à medida que começamos a explorar algumas dessas possibilidades, fiquei impressionado com o quanto os dois serviços são diferentes".
Isso, porém, não leva em consideração os dois maiores reconhecimentos do valor do Twitter pelo Facebook, primeiramente tentando comprar a companhia rival e, a seguir, quando a oferta de US$ 500 milhões foi rejeitada, imitando parte do design e da funcionalidade do Twitter. Na última quarta-feira, o Facebook tomou mais uma iniciativa no sentido de conter o Twitter, anunciando que passaria a encorajar alguns usuários a compartilhar uma parcela bem maior das suas informações, incluindo atualização de status, com todo mundo na Web.
Enquanto reage a novas ameaças, Zuckerberg pretende estender o alcance da sua companhia e aprofundar as conexões desta com os seus membros. Quanto a isso, pelo menos, ele obteve alguns resultados notáveis. O número de usuários do Facebook está aumentando rapidamente - mais da metade se inscreveu nos últimos 12 meses. Ele está disponível em 50 idiomas e em praticamente todos os países do mundo. E, talvez o mais importante, os usuários do Facebook parecem ficar viciados. De fato, o site mostrou-se "grudento". Mais de 100 milhões de usuários conectam-se ao Facebook pelo menos uma vez por dia.
Entrevista com Mark Zuckerberg (Facebook), John Battell