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Numa cidadezinha do interior, num armazém, onde o dono tinha a fama de possuir um jeito grosseiro e rude, entrou uma pobre e humilde senhora que disse ao prprietário:
- Meu marido está muito doente, não pode mais trabalhar, temos três filhos pequenos e o pouco alimentos que tínhamos acabou. Preciso levar alguma comida para casa. No momento não posso pagar, mas assim que tiver dinheiro, volto e pago.
O grosseiro e rude dono do armazém respondeu num tom de voz zombador para a pobre mulher:
-Saia do meu estabelecimento agora! Não vendo fiado. A senhora nao tem crédito e nem conto aqui no armazém.
Um freguês no balcão ao lado, vendo o diálogo entre a mulher e o dono do armazém, disse:
- Venda a esta mulher o que ela estiver precisando, me diga qual o valor que pagarei.
O malvado dono do armazém, para não ficar por baixo e para humilhar mais ainda aquela pobre senhora, disse:
- Muito bem, faça o seguinte, escreva neste pedaço de papel o que você está precisando. Depois coloque no prato da balança, o quanto ela marcar eu lhe darei em mantimento sem cobrar nada.
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